5 de Julho
Olá a todos,
Junho é o mês da Consolata, dos Santos Populares e este ano também é o mês do Euro2004. Foi um mês cheio de emoções e experiências novas!
Logo no primeiro dia o P. Casimiro veio até Iringa, como era terça-feira nós estávamos na Casa Regional e encontramo-nos lá. Ficou logo combinado que no dia seguinte viria almoçar a nossa casa.
Ele encontra-se bem, já recuperado de uma malária ligeira que tinha apanhado. E como nestas alturas é importante alimentar-se bem, resolvemos fazer um assado e umas pataniscas de bacalhau, até para recordar um bocadinho os sabores da nossa terra.
Durante a tarde demos uma volta pela Missão e o Paulo levou o P. Casimiro até à horta que fez com as sementes que o P. Casimiro lhe tinha dado. Está a crescer a bom ritmo e tem abóboras, tomates, alface e até couve galega.
No dia 8, metade do mundo estava de olhos no céu à espera de ver o trânsito de Vénus. Também nós tentamos (inclusive com a máquina fotográfica), mas sem instrumentos adequados tivemos que nos contentar com as imagens da televisão.
Quem também estava em trânsito era o P. Neves; missionário da Consolata em Moçambique que tinha vindo para uma pequena visita antes das suas férias em Portugal; e o P. Manel que se encontrava em Iringa. Neste dia a língua dominante na Casa Regional era o português.
Entretanto na Escola Técnica decorriam as últimas aulas e a preparação para os exames. Mais uma semana e todos entrariam de férias.Também os alunos da primária começaram as suas férias a 12 de Julho e a Faraja encheu-se de novo com as suas vozes e alegria.
Alegria foi algo que os portugueses não tiveram nesse dia, ao ver a nossa Selecção perder com a Grécia o jogo de abertura do Euro2004.
Foi um susto que apanhámos mas de certeza que não tão grande como o do Paulo quando, passado uns dias, viu uma cobra pelo canto do olho. Valeu-lhe os bons reflexos e um pau que um dos miúdos tinha na mão. Não lhe acertou à primeira (só lhe esfolou as “costas”) mas à segunda acertou-lhe em cheio na cabeça.
Ora digam lá se não era um bom exemplar:
Dia 18 de Julho foi a festa da Consolata aqui em Iringa, mas este ano não pudemos participar pois estávamos de viagem para Dar-es-Salaam.
O Copi e a Vivi chegavam nessa noite para passarem duas semanas na Tanzânia.
Pelo caminho, já no Mikumi, tornamos a ver alguns animais. Muitos macacos, algumas girafas e, como era a hora do almoço alguns elefantes que se deliciavam à beira da estrada.
No dia seguinte, já os quatro reunidos, demos um salto à praia para todos nos
recuperarmos das respectivas viagens.
Nessa noite celebrou-se a festa da Consolata na Casa Procura, com a comunidade Italiana que habitualmente se reúne lá para a Eucaristia.
Durante a homília o P. Parola, ao falar do trabalho dos Missionários e Missionárias da Consolata na Tanzânia, apresentou-nos à comunidade e falou do papel que os Leigos têm no serviço da Igreja e da Missão.
Alguns já nos conheciam, mas o Copi e a Vivi eram caras novas, e este gesto muito simples e bonito mostra bem o espírito de família que caracteriza os Missionários da Consolata.
Nessa noite resolvemos ir jantar fora para comemorar, e fomos até um restaurante italiano que existe em Dar-es-Salaam. O P. Parola foi nosso convidado.
Chegado o dia 20 de Junho, dia de Nossa Senhora da Consolata, tornamos a celebrar a nossa Padroeira. A manhã começou com a Eucaristia e aconteceu de uma forma original: foi a primeira vez que se celebrou a festa da Consolata com a comunidade da casa Procura juntamente com os trabalhadores e seus familiares; cozinheiras, motoristas, guardas...
Após a missa seguiu-se o almoço, em família e num estilo bem africano. Foi divertido para todos!
Mas a alegria não terminou no almoço. O P. Parola teve a ideia de fazer um jogo com os trabalhadores. O Copi e a Vivi não estavam a perceber lá muito do que se estava a passar, mas nós lá lhes íamos dando algumas explicações. E todos se divertiram bastante.
E para terminar bem o dia mais um joguinho de futebol. Desta vez contra os “nuestros hermanos”. Tínhamos que ganhar, e assim aconteceu. De certeza que a vizinhança ouviu os nossos gritos de felicidade :-).
Na segunda-feira tornámos a ir até à praia e de tarde, para fugir um pouco ao calor, fomos experimentar as novas salas de cinema que abriram aqui na cidade. O filme foi “Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban”, que eu muito queria ver e que ainda não está em exibição em Portugal, e depois demos uma volta pela cidade.
Terça-feira metemo-nos à estrada e regressamos a Iringa.
Antes de virmos para casa ainda paramos na Casa Regional para apresentarmos o Copi e a Vivi. Eles estiveram a falar um pouco com o P. Inverardi, Superior da Tanzânia, e falaram dos seus planos de virem para a Tanzânia como leigos.
Já em Mgongo, foi a vez de eles conhecerem o P. Franco e o Ir. Boniface, a nossa comunidade, e nessa noite jantamos todos juntos.
Depois do jantar era a vez de entregar os prémios da escola aos rapazes da Faraja e a honra coube ao Copi e à Vivi.
No dia seguinte fomos dar uma volta por Iringa e aproveitamos para subir ao “promontório” da cidade, Gangilonga (a pedra falante) onde, segundo reza a lenda, Mkwawa, chefe dos Wahehe, se recolhia para ouvir os conselhos dos antepassados.
Nós não ouvimos nada mas deliciamo-nos com uma vista maravilhosa.
E por hoje é tudo, despedimo-nos com estas duas fotos de quatro portugueses felizes em África.
Beijinhos e abraços para todos
Teresa e Paulo
LMC
Tanzânia