Olá a todos,
Cá estamos a continuar com as nossas visitas durante o mês de Junho.
Dia 24, dia de S. João, esperava-nos uma dura viagem até Pawaga.
Apesar de serem só uns 70km, a distância que separa Iringa da missão de Pawaga é de cerca de duas horas e meia!
Já na missão fomos muito bem recebidos (como sempre) pelos Padres Crema (80 anos) e Renna (67 anos), que antes do almoço ainda nos levaram a ver as novas aquisições da missão: tartarugas.
Durante a tarde tivemos oportunidade de visitar a aldeia e trocar algumas palavras, em especial com as crianças.
Para o Copi e para a Vivi esta foi uma visita especial. Em Portugal, o P. Marco tinha estado a trabalhar na tradução para inglês de um livro escrito pelo P. Crema, e foram eles que ajudaram no tratamento de texto. Agora tiveram oportunidade de conhecer pessoalmente o autor de “Wahehe, a Bantu people”.
O Paulo também aproveitou a visita e pediu ao P. Crema uma gramática, que ele próprio tinha feito, de kihehe – o dialecto local da região de Iringa.

E antes de partirmos, tempo para a foto “oficial”. Da esquerda para a direira, Vivi, P. Crema, P. Renna, Teresa e o Copi à frente.

Apesar da viagem ter sido cansativa, nenhum de nós se deitou cedo. Afinal, Portugal jogava a passagem para as meias-finais com um adversário de peso, a Inglaterra. Com as bandeiras a postos lá vimos o jogo. Foram mais de duas horas de sofrimento, mas bem recompensados no final.
Claro que todos nos deitámos “tarde e a más horas” (não esquecer que são duas horas de diferença horária) e, infelizmente, ninguém ouviu o relógio a tempo da eucaristia da manhã.
O que fez com que atrasássemos um pouco a nossa viagem para Makambako.
Felizmente a estrada é boa, e os perto de 150km fizeram-se em menos de duas horas.
À nossa espera estava o P. Manel, que nos tinha convidado para lá passar dois dias e assim podermos aproveitar um pouco do encontro de jovens que se estava a realizar. Já não chegámos a tempo de ver as actuações dos batukes e tambores, mas ainda aproveitamos muito.

Nesta sexta era o dia reservado para as actuações culturais e recreativas, e para nós foi uma boa oportunidade de vermos e ouvirmos um pouco da cultura desta região.
Os diferentes grupos apresentaram vários números, desde o canto coral até números bem mais tradicionais.

E fazendo jus ao tradicional bom acolhimento que os Tanzanianos sempre fazem aos “wageni” (visitantes), ainda tiveram tempo de nos cantar uma música e envolverem-nos na dança.
No dia seguinte fizemos uma pequena visita à Missão, fomos até à “chekechea” (infantário), ao dispensário e à casa das Irmãs.

O P. Manel contou-nos também que a paróquia de Makambako celebra este ano as suas bodas de ouro e que se está a preparar uma grande festa.

Ainda demos uma volta pela cidade onde vimos as bicicletas mais famosas por aqui, de madeira!

Depois do almoço e antes de regressarmos a Iringa ainda fomos colher umas goiabas (mapera) e laranjas no pomar da missão.

No caminho de volta fizemos um desvio por Tosamaganga para o Copi e a Vivi conhecerem a primeira missão para onde os Missionários da Consolata vieram trabalhar, quando chegaram à Tanzânia (na altura ainda Tanganika).
À noite, já em casa, resolvemos matar saudades de uma típica comida tripeirinha; fizemos francesinhas! Foi uma aventura!
Seguimos uma receita que vimos no blog do meu irmão e colegas, papeldeparede.
Não tínhamos os ingredientes todos e o molho, que é o segredo de uma boa francesinha, também foi à nossa maneira. A Vivi e o Paulo exageraram um bocadinho no picante, bem… foi mais que um bocadinho :-) mas que estava deliciosa e com bom aspecto, lá isso estava!
Para sobremesa, e para cortar um bocadinho o picante, a Vivi preparou-nos uma salada de fruta com as goiabas e as laranjas que tinham vindo de Makambako. Uma doçura!
No domingo passamos o dia na Faraja e de tarde o Copi experimentou na pele o que é jogar à bola num campo arenoso e com miúdos cheios de força e energia.
No dia seguinte o P. Manel veio para nossa casa ao fim da tarde. É que no dia seguinte teríamos todos que nos levantar bem cedo pois íamos fazer uma visita ao Parque Nacional do Ruaha.

Mas antes de irmos dormir ainda houve tempo para uma rodada do nosso vício mais recente: UNO. Entre cartas dadas aos adversários e contagem de pontos, foi uma risota pegada.
Terça-feira, por volta das 6 da manhã, lá nos metemos à estrada para o nosso safari. Estávamos todos confiantes que era desta que íamos encontrar leões. Para nós (Teresa e Paulo) era a 3ª vez que lá íamos e como se costuma dizer “à terceira é de vez”.

Como ainda era cedinho quando chegámos ao Parque, tivemos a oportunidade de ver alguns rinocerontes que se dirigiam para o seu banho matinal, vigiados pacatamente por um crocodilo.
Ao dirigirmo-nos para o interior do Parque assustamos um leopardo que dormia calmamente na estrada. Ficamos tristíssimos pois não estávamos a contar que ele estivesse no meio da estrada e, portanto nem tínhamos as máquinas a postos e assim só o pudemos ver a fugir. O P. Manel pelos vistos ainda conseguiu tirar uma foto, mas praticamente só se vê a vegetação.
Já com girafas, gazelas e zebras não tivemos problema nenhum.
Vimos também bastantes elefantes, cada um maior que o outro.
E até conseguimos “apanhar” um “Dikdik”, um parente pequeno dos antílopes que corre tanto que é difícil vê-lo.

Conseguimos também ver uma família de “warthogs” (espécie de porcos selvagens) e ainda um jovem exemplar, um pouco tímido, do “Great Kudu”.
Depois do almoço, e continuado com o nosso safari, fomos finalmente recompensados: vimos os leões!

Bem… deviam ser mais leoas e suas crias, pois não vimos nenhum macho de juba, mas mesmo assim estivemos uma boa meia-hora a admirá-los e depois de percebermos que eles não se importavam que fizéssemos barulho até tentamos que eles se mexessem um pouco.

Mas como podem ver, a hora da sesta é sagrada e os felinos pouco ou nada se importaram connosco.
Mais felizes não podíamos ter ficado, para o Copi, Vivi e P. Manel era a primeira vez que visitavam um Parque Nacional e conseguem logo ver leões.
Para nós era a terceira vez, mas valeu a pena. Valeu-nos os bons olhos do Paulo, que foi o nosso condutor/guia durante todo o dia.
E assim chegamos ao fim de mais uma newsletter, quem quiser ver mais fotos deste safari é só espreitar aqui neste blog.
Despedimo-nos com a “foto” oficial deste safari.

Beijinhos e abraços para todos
Teresa e Paulo
LMC
Tanzânia
O National Geografic já tem um sucedâneo na Tanzania...
E no meio de tanto animal não viram nenhum Dragão ?
Conheci o vosso blogue, através do José Flávio, Ma-Schamba.
Acho admirável a vossa iniciativa.
PS: Conhecem e/ou sabem algo acerca do Padre António Campos?
Obrigado e, um abraço.
Já saiu a " Nau Catrineta" da semana.
Vá a www.jachove.weblog.com.pt
O riso ainda é de graça.
Afixado por: Zecatelhado em julho 31, 2004 12:35 PM