Olá a todos,
Esta é a newsletter número 36. Se tivesse sido feita uma newsletter por mês, isto daria 3 anos de newsletters. Apesar de não ter sido o caso, a verdade é que são quase 3 anos que estamos na Tanzânia a trabalhar como Leigos Missionários da Consolata. O que significa que estamos realmente a chegar ao fim da nossa estadia aqui. Um turbilhão de pensamentos e sentimentos vai-nos assaltando à medida que o dia marcado para a partida se aproxima. Alegria por regressar a casa, tristeza por deixar esta gente e esta terra.
Com todos estes sentimentos um pouco contraditórios, lá vamos continuando a viver o nosso dia-a-dia.
Comecemos onde terminamos na última newsletter.
Os exames que o P. Júlio fez no hospital ditaram a sua ida para Nairobi. Uma operação ao coração impunha-se pois tinha um pequeno problema numa artéria.
Assim, dia 3, veio de Nairobi um avião-ambulância até ao aeroporto de Nduli – que fica a meia-hora da nossa missão de Mgongo – para levá-lo. O Ir. Boniface acompanhou-o e assim ficámos nós e o P. Franco na missão.
Na sexta-feira, dia 6, o P. Júlio foi operado e correu tudo bem. A recuperação foi normal, tirando uma pequena infecçãozita que surgiu devido em parte ao descuido da enfermeira, e em (grande) parte por culpa do P. Júlio que, apesar dos seus mais de 80 anos, continua bastante activo e não gosta de estar quieto sem fazer nada :-).
Dia 15, dia de Pentecostes, teve alta e foi para a Casa Regional em Nairobi onde permanceu mais uns dias, uma vez que seria necessário fazer alguns testes no hospital. Dia 26 regressou a Dar-es-Salaam, juntamente com o Ir. Boniface, onde continua em repouso.

Na segunda-feira, dia 9, fomos até Makambako ter com o P. Manel. Tinhamos combinado uma ida a Mbeya, uma das cidades mais importantes da Tanzânia para o dia seguinte.
Assim depois do pequeno-almoço metemo-nos à estrada.
O caminho é bom de se fazer pois está em boas condições.
A estrada é a que leva à fronteira com o Malawi e por onde transitam diaremente centenas de camiões. A paisagem é um pouco diferente da nossa zona; bastante verde, bastantes montanhas, a fazer lembrar a Suiça (segundo o P. Remo).
Apesar da sua importância, Mbeya é uma cidade pequena e muito pacata. Visitamos a Catedral que é dedicada a Sto. António.
E, como bons portugueses, achamos que devia ser Santo António de Lisboa, e não de Pádua como estava escrito, e resolvemos emendar :-).
Nesse dia, em São Paulo, foi eleito o novo Superior-Geral dos Missionários da Consolata e os seus conselheiros.
É a direcção mais internacional que o Instituto já teve, o que demonstra bem o carisma dos Missionários da Consolata. Não seria nada de extraordinário, por exemplo, encontrar um missionário Tanzaniano que fale Português e esteja a trabalhar na Coreia!
A nova direcção está assim constituída:
• P. Aquileo Fiorentini, Superior-Geral, 53 anos, brasileiro;
• P. Stefano Camerlengo, Vice-Superior, 48 anos, italiano, missionário na República Democrática do Congo;
• P. Francisco Lopez Vasquez, Conselheiro para a Europa-Ásia, 51 anos, espanhol, missionário na Coreia do Sul;
• P. António de Jesus Fernandes, Conselheiro para a América, 37 anos, português, missionário no Roraima;
• P. Matthew Ouma, Conselheiro para África, 41 anos, queniano, missionário no Quénia.
Estive em Dezembro a visitar a terra da minha mãe: Tanzania.
Adorei o povo, as praias em Zanzibar, com as especiarias, e até a cidade de DAr que só conhecia por fotos mas que foi uma desilusão com tudo rebentado. Felizmente parece que agora está a ficar melhor.
Fiquei surpreendida quando ao procurar mais na net encontrei esta sua carta.
Tenho pena de ter perdido as fotos dos safaris e praias mas fiquei com as da cidade com a ma~e que felizmente com 78 anos ainda tem autonomia e gosto pelas viagens.
Conte-me qual é o vosso trabalho aí e em que zona se encontram. Eu sou Engª agrónoma mas não sei nada de culturas tropicais mas fiquei encantada com os coqueiros, caju mangas e mais do que tudo com as acacias vermelhas...Lindas. As especiarias tambem pois o meu avô era de gOa e sempre comi comida com estes condimentos.
Digam alguma coisa por favor.
Gostava de poder contribuir para o desenvolvimento do país mas ainda tenho filhos pequenos que precisam de acompanhamento
Cumprimentos e bom trabalho.
Maria José Abreu