junho 08, 2004

Newsletter #22

08-Junho-2004

Olá a todos,

Maio começou com a comemoração do Dia do trabalhador. Como este ano foi um sábado, não se notou nada de diferente. A não ser os rapazes da Faraja que “comemoraram” com uma tarde passada a passear pela cidade.



No Domingo seguinte celebrou-se a festa do “Bom Pastor”, e os nossos pequenos, para não deixarem a data em branco, ofereceram ao P. Franco um Bom Pastor em madeira, presente que ele, emocionado, muito agradeceu.



Mas Maio é o mês de Maria, nossa Mãe e Consoladora (Mama Faraja).
Para melhor vivermos este mês, juntamo-nos todos os dias para a oração do rosário.
Mas este ano foi diferente do ano anterior. De Portugal tinha vindo uma imagem de Nossa Senhora. da Consolata, oferecida à Faraja, e assim, todas as semanas, a imagem passou pelos diferentes grupos principais em que os rapazes estão divididos, Tumaini (Esperança) os mais velhos, Upendo (Amor) os mais pequeninos e Amani (Fé) os do meio. Em cada semana os grupos responsáveis conduziam a oração e ajudavam-nos a meditar nos mistérios do rosário.



Logo no primeiro dia fez-se uma pequena procissão desde a igreja até à sala de convívio do primeiro grupo a acolher Nossa Senhora.
Procissão essa que se repetiu nas outras semanas, quando Nossa Senhora passava de uma “casa” para outra, visitando assim a Faraja.



Foi uma maneira diferente de envolver todos de forma mais participativa, e não só contemplativa. Além disso, todos os rapazes se juntavam, antes do pequeno-almoço, diante de Nossa Senhora para uma pequena oração matinal.


Sábado, dia 8, foi dia de reunião do Comité da Faraja. Este Comité conta com a presença de várias entidades da sociedade civil, tal como o presidente da Câmara e um representante do Ministério da Educação.
Estas reuniões anuais permitem a todos os membros do Comité (exteriores à Missão em si) tomaram conhecimento de como anda a Faraja e também debatermos alguns problemas que possam existir, envolvendo assim as várias entidades oficiais representadas.

Na terça-feira seguinte, realizou-se um retiro na Casa Regional, e como era o nosso dia de folga não tivemos problemas nenhuns em participar.
O tema era relacionado com a Páscoa, e o significado que tem na sua vida de Missionários. Foi orientado pelo P. Inverardi, o Superior dos Missionários da Consolata na Tanzânia e teve a participação de perto de uma vintena de missionários.

Apesar de este ano a chuva ter sido abundante, a verdade é que a qualidade da água deixa muito a desejar. Esse facto, aliado à fraca alimentação (pobre em vitaminas e proteínas) e ao ambiente em geral, ajuda a que, cada arranhãozinho que os miúdos façam infecte facilmente. Nos últimos tempos tem sido uma constante.
Quase diariamente vêm bater-nos à porta para limparmos as feridas e fazermos o curativo. Nunca tínhamos visto algo assim. Segundo a Prof. Annette nos explicou, como o corpo não tem defesas suficientes a ferida vai alastrando e cria-se uma espécie de larva. Quando essa larva morre passa a ser um cravo que vai criando raízes dentro do corpo. Pelos vistos é algo normal por aqui, e mais ou menos cíclico. A nós, causa-nos um pouco estranheza o facto de achar semelhante coisa normal. A verdade é que o Paulo, que virou quase enfermeiro a tempo inteiro (nenhum dos miúdos gosta de ir ao dispensário), mais não pode fazer do que desinfectar com água oxigenada (que por sinal não se encontra à venda) e fazer um penso para proteger um pouco da sujidade.

Dia 26, quarta-feira, foi um dia especial. Jogava-se a final da Liga dos Campeões e o nosso Porto estava lá. Já tínhamos conseguido mais uns poucos de torcedores por aqui. Aos rapazes da Faraja foi-lhes prometido sodas (coca-colas, fantas, …) e na Casa Regional ficou acordado que se o Porto ganhasse comemoraríamos com Vinho do Porto.

O Gabriel, outro dos encarregados dos rapazes, veio ver o jogo cá a casa e vibrou quase tanto como o Paulo. Claro que no fim estávamos todos delirantes com a vitória.
Eu e o Paulo ainda ficamos até à uma da manhã a saborear a vitória com dois breves telefonemas, um para cada uma das nossas casas.



Mas antes disso o Paulo foi “indecentemente” acordar a Prof. Annette, ela tinha-se metido com ele durante o dia a dizer que o Porto ia perder, e o Paulo disse-lhe que se o Porto fosse campeão que ia à janela dela, nem que passasse da uma da manhã, acordá-la com barulho.
E assim foi. Quem sofreu foi o tacho!


Claro que o dia seguinte foi de grande comemoração e até os pequenitos se juntaram à festa, equipados a rigor!

O mês estava no seu fim e o tempo tornava-se cada vez mais fresco. Junho e Julho costumam ser a altura mais fresca por estes lados, mas este ano o vento resolveu chegar mais cedo. As manhãs e os fins de tarde além de pedirem umas camisolas mais quentes, quase que agradeciam um cachecol também!


No último domingo do mês celebrou-se a festa do Pentecostes. A celebração foi quase toda animada pelos rapazes da Faraja.

E na segunda-feira, dia 31, fez-se o encerramento do mês Mariano. Após a eucaristia, onde se celebrou a Visitação de Nossa Senhora, a estátua da Consolata foi em procissão desde a Faraja até à igreja. Todos agradeceram as bênções recebidas durante este tempo.

E assim se passou mais um mês. O próximo é de fim de aulas e exames e, esperamos, uns dias de férias.
Entretanto todos nós aqui vos desejamos umas boas festas dos Santos Populares e Boa Festa da Consolata.


Beijinhos e abraços para todos
Teresa e Paulo
LMC
Tanzania

Publicado por Teresa Silva em 04:11 PM | Comentários (0) | TrackBack