Olá a todos
Continuando com o mês de Dezembro, a segunda quinzena começou com a novena de Natal. Diariamente, pelas 6.00h da tarde, todos nos juntamos para rezar, reflectir e preparamo-nos da melhor forma para festejar condignamente a chegada do nosso Salvador, o Deus-Menino.
Além dos que estamos aqui na missão, também participaram algumas pessoas da aldeia.
Este mês recebemos também mais quatro rapazes. Da esquerda para a direita: Geito, Robati, Kwaresima e Kestoni. O mais pequenino (Geito) deve ter à volta dos 6 anos e tem um problema na perna. Veio da paróquia de Ipogolo. O pároco já o tinha levado a Dodoma para ver se o podiam operar, mas como ele estava subnutrido não era possível realizar a operação. Assim veio até à Faraja para pedir ajuda.
No dia 20 o P. Franco festejou 40 anos de sacerdócio. Ele não tinha dito nada a niguém, mas como nós sabíamos preparamos-lhe uma surpresa. Nos dias anteriores, os rapazes aprenderam uma música italiana para lhe cantar (Servo per Amore – Gen Rosso) e o Paulo e o Zamoyoni fizeram uma pequena lembrança. É fantástica a capacidade que este povo tem para a música. Com a ajuda do computador ouviram a música umas 4 ou 5 vezes, depois escrevemos a letra no quadro e em dois dias tinhamos um grupo de rapazes que sabia a música de cor. Podem imaginar a surpresa e alegria do P. Franco quando, ao fim da tarde, nos dirigimos ao escritório e ele começa a ouvir aquela melodia na sua língua materna.
O Natal aproximava-se e iam-se fazendo os últimos preparativos.
Desde a decoração da Igreja, com a construção do presépio, até à preparação das prendas, este reforçadas com alguns mimos doces vindos de Portugal que nos chegaram pelo correio.
Dia 21, terça-feira, apanhamos um susto (eu especialmente). Como era o nosso dia off fomos, como habitualmente, até à cidade. Passamos na casa das Irmãs da Consolata para deixar as boas festas, e por isso quando chegamos à Casa Regional já eram quase horas do almoço. Assim que só tive tempo de preparar o computador e deixar tudo em ordem para depois acabar de fazer o postal de Boas Festas e enviá-lo.
Após o almoço, quando me dirigi à sala do computador, estranhei que ele estivesse desligado, mas tornei-o a ligar.
Eis senão quando me aparece uma mensagem muito suspeita no ecrán. Dizia-me que o windows não podia iniciar porque um ficheiro tinha desaparecido ou sido corrompido. Como nestas coisas não há nada como tornar a experimentar, voltei a desligá-lo e a reiniciar. Nada. A mensagem era a mesma. Aqui comecei a ficar preocupada, será que se tinha avariado?
Aproveitando a internet aqui da casa fui falando com um e com outro, e até encontrei nesse dia o P. Pedro Louro, que está na Coreia. Mas não havia maneira de resolver o problema.
A solução eu tinha-a em casa, era só pegar nos cds originais do sistema e usá-los. Mas isso seria a última hipótese pois se fizesse isso perderia toda a informação que tinha no disco; documentos, emails, fotos... Quem já passou por algo semelhante pode imaginar como me estava a sentir. Nesta altura devem estar a pensar: “Existe uma coisa muito útil que se chama backups!”. Pois... eu realmente já tinha começado a fazer isso, mas ainda não tinha conseguido gravar tudo. Já tinhamos 5 cds de fotos gravados, mas ainda faltavam outros tantos!!
À noite falei com o P. Manuel, a ver se descobríamos alguma forma de resolver a questão, ou pelo menos tentar aceder ao disco para poder recuperar as minhas coisas.
Entre as sugestões dele, mais a ajuda do meu irmão e os cds do P. Gianni, na quinta-feira lá consegui resolver o problema, pelo menos temporariamente. Foi um alívio quando o pc finalmente arrancou e pude verificar que toda a informação lá continuava. Foi a minha prenda de Natal! Já podem imaginar que os tempos livres que se seguiram foi para fazer os famosos backups de tudo o que era importante ;-).
Daí o porquê das newsletters se terem atrasado.

Logo pela manhã do dia 24 algumas das pessoas mais desfavorecidas que a missão ajuda juntaram-se no recinto da Faraja para receberem as suas prendas de Natal. Roupa e alguns bens alimentares foram distribuidos, não é muita coisa mas ajudou a tornar o seu Natal um pouco melhor.

A missa do Galo realizou-se às 9.00h da noite e, apesar de já ser bem escuro contou com a presença de bastantes pessoas da aldeia. Foi muito bonita com procissões e cânticos, bem ao estilo africano.
Depois, por volta das 10.30h os rapazes juntaram-se todos na sala da televisão, à espera que chegasse o Pai Natal. E ele veio! Entre a entrega das prendas e algumas piadas que ele ia contando as horas passaram sem darmos conta.
Claro que nestas coisas do Natal, os mais pequeninos são quem mais se diverte, mesmo se o Pai Natal os obriga a alguma ginástica antes de lhes entregar a prenda.
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Na eucaristia de Natal tivemos um baptizado e uma vintena de primeiras-comunhões. Desses, 12 eram rapazes da Faraja.
O ofertório foi também muito vivo com quase metade da assembleia a participar.
As ofertas eram variadas e não ficavam pela simples moedinha. Um cesto de fruta, alguns vegetais, ... todos deram alguma coisa e tudo acompanhado de um cântico bastante vivo no dialecto local que é o kihehe.
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O almoço de Natal foi em conjunto; nós, os missionários, os rapazes, os professores e as crianças da aldeia que tinham feito a primeira comunhão.
Correu tudo muito bem e estávamos a preparar-nos para uma tarde bem passada entre jogos e brincadeiras. Mas o tempo trocou-nos as voltas, pois começou a chover com bastante força e inclusive trovejou forte.
À noite lá comemos por fim o tradicional bacalhau. Mas desta vez com uma variante.
Como tínhamos recebido bacalhau suficiente para nós, resolvemos partilhá-lo com a nossa comunidade, e assim o P. Franco cozinhou o bacalhau à moda da terra dele e nós fizemos bacalhau à brás. Pode não ter sido o jantar de Natal à portuguesa, mas foi um bom momento de partilha e comunhão nesta época tão especial.
O dia 26 de Dezembro, também conhecido por aqui como Boxing Day, irá ficar na história da humanidade recente como um dos mais trágicos. Inicialmente era “só” um tremor de terra que tinha atingido a costa tailandesa de que as notícias falavam, mas à medida que as horas passavam e as informações iam sendo actualizadas começou a revelar-se a enormidade da tragédia.
Também aqui na Tanzânia se sentiram os efeitos. Cerca de uma dezena de pessoas, na sua maioria jovens que se encontravam na praia, morreram devidos às ondas. Em Zanzibar vários barcos de pesca foram destruidos.
À noite foi a mostra dos presépios que os diferentes grupos tinham feito durante os tempos livres das férias..
Houve muitas palmas e prémios, e rebuçados para todos.
Aqui ficam umas pequenas amostras da criatividade dos nossos artistas.
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Na quarta-feira, dia 29 o P. Manel veio visitar-nos para também festejarmos o Natal “em português”. Só faltou mesmo o P. Casimiro, mas Sanza fica longe e nesta altura do ano é quase impossível viajar por causa das chuvas. O jantar tornou a ser bacalhau, mas desta vez assado na brasa! Foi o Paulo que o preparou e eu fiz batatas a murro para acompanhar. Digam lá se não está com óptimo aspecto :-) !
Depois de pormos as novidades em dia, o resto da noite passou-se em volta do computador. Eu e o P. Manuel estivemos “entretidos” a por o meu pc em ordem. Que é como quem diz, formatamos o disco e instalamos tudo de novo. Já podem imaginar que foi até de madrugada! Mas pelo menos, os problemas desapareceram de vez e agora é como se tivesse um computador novo.
No dia 31, ao princípio da noite, tivemos uma pequena celebração de Acção de Graças, pelo ano que passou e preparamo-nos para festejar à meia-noite.
Às doze badaladas do novo ano, juntamo-nos a alguns dos rapazes que tinham aguentado até essa hora e às professoras e brindamos a 2005.
Esperamos que a vossa passagem tenha sido tão alegre e boa como a nossa, e que todos tenham entrado no novo ano da melhor maneira.
Beijinhos e abraços para todos,
Teresa e Paulo
LMC
Tanzânia
Olá a todos,
Como na última newsletter não incluimos fotos dos últimos dias de Novembro, e para um melhor seguimento aos acontecimentos, vamos voltar um bocadinho atrás.
Fomos para Dar-es-Salaam no domingo, 28 de Novembro, e chegamos por volta das 16.30h. Como de costume eu estava estourada da viagem, não sou eu que conduzo e muitas vezes venho a dormitar, mas aqueles 600km são mesmo puxados, e depois o calor, abafado e húmido, que se começa a sentir assim que entramos na região de Dar-es-Salaam, é demais. Por isso eu fiquei em casa a descansar, e o Paulo lembrou-se de ir tomar uma soda ao barzito da praia a que costumávamos ir. Eram 18.30h (já quase escuro) e ele ainda não tinha vindo.
O jantar na Procura é às 19.00h, de modos que comecei a estranhar. Chega a hora do jantar e nada. Ainda por cima não havia maneira de contactar com ele pois o telemóvel tinha ficado comigo. Os minutos iam passando e não havia maneira do Paulo chegar. No fim do jantar eis que finalmente chega. Tinha ficado “preso” com o carro porque um engraçadinho resolveu estacionar mesmo atrás dele, e para a frente também não podia sair porque tinha uns mecos. Ele bem tinha ido ao bar a perguntar se o carro era de alguém, mas ninguém se tinha “acusado”. Quando o fulano finalmente veio, estava num tal estado que o Paulo achou por bem não fazer grande barulho, além de que nunca se sabe quando não apareciam alguns compinchas do fulano para ajudar à festa.
O Paulo estava de tal maneira furioso que decidiu logo que não íamos mais para aquela praia.
Sendo assim resolvemos ir, na segunda-feira, para Kigamboni. Sempre tínhamos querido lá ir (já nos tinham dito que o mar lá é 5 estrelas) mas não sabíamos como. O P. Júlio deu-nos as indicações e disse-nos o resort onde havíamos de ir.
Deixem-me explicar como são os “resorts” por estas bandas. É um hotel na praia, com bangalows, restaurante e afins; mas pode-se ir só por um dia, almoçar lá ou só tomar qualquer coisa e estar na praia.
Para se chegar a Kigamboni temos que apanhar o ferry. Não é uma ilha, mas o caminho por terra são 40km, de maneira que é mais directo atravessar no ferry.
O Paulo não gosta muito até porque não há muitos anos houve um acidente e um ferry afundou-se e passado algumas semanas ainda havia corpos a dar à costa, mas prontos nem é assim tão mau. A viagem são entre 5 a 10 minutos e demora-se bem mais à espera que ele arranque; é que só quando está cheio é que parte, é para rentabilizar os custos (digo eu).
O sítio, em Kigamboni, é espectacular e os funcionários são bastante simpáticos. Depois de lá chegarmos encomendamos logo o almoço (marisco pois claro) e fomos para a praia. Eu fui logo para o mar.
Ainda choveu um bocadito, mas no geral o dia correu bem.
Na terça-feira resolvemos ir até Bagamoyo onde tínhamos estado em Julho (lembram-se da newsletter?). O dia prometia sol mas, ainda pelo caminho, começou a chover.
Pensávamos nós que iria abrandar ou isso mas quando lá chegamos até parecia que chovia mais! No entanto, resolvemos ficar e pedimos o almoço para as 11.30h, na esperança que o sol abrisse e pudéssemos aproveitar toda a tarde. Engano nosso! Ficamos dentro do restaurante, a apreciar a chuva e comigo embrulhada na toalha (é que o restaurante não tem paredes e o tempo estava fresco).
A dada altura o Paulo lembra-se de ir dar uma volta pela praia, mesmo a chover. Quando se preparava para sair do restaurante vem um trovão daqueles fortes de deitar tudo abaixo, nem sei como não falhou a luz. As coisas acalmam e passado um pedaço o Paulo decide ir outra vez. Levanta-se e… mais um trovão (desta vez mais fraco). Alguém não queria que fossemos à praia nesse dia. Nesta altura já estávamos a contar o tempo para almoçarmos e virmos embora. Valeu pelo passeio e pela comida que é boa.
Eu vim a viagem para casa a dormitar (são há volta de 70kms) e o Paulo disse que durante 40km choveu torrencialmente!
Por volta das 16.30 chegou o P. Casimiro com o pessoal dele e combinamos levá-los no dia seguinte a Kigamboni, sempre era mais perto.
Lá fizemos mais uma travessia de ferry e, pelo caminho caíram umas pinguitas de chuva. Encomendamos o almoço para o meio-dia, pelo sim pelo não, não fosse repetir-se a chuva do dia anterior .
Deu para dar um bom mergulho pois a água estava simplesmente deliciosa. O pior era cá fora pois as nuvens estavam a juntar-se e não estava calor nenhum.
O irmão do P. Casimiro ainda deu umas voltas pela praia e descobriu uns barquitos. Eu vi-os foi na água.
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Entretanto começa a chover (outra vez!) e fomos para dentro do restaurante esperar pela hora de comer. Assim que almoçamos viemos embora.
Na quinta-feira, como era véspera de os familiares do P. Casimiro se irem embora, eles preferiram ficar por casa, para arrumarmos as malas. E falo no plural porque, além das malas deles, o irmão do P. Casimiro fez-nos o favor de levar uma mala com coisas nossas para casa.
De manhã demos um salto ao mercado das estátuas e artesanato, para eles comprarem os últimos recuerdos. Como nos despachamos cedo, eu e o Paulo ainda demos um salto à praia que fica aqui perto (a tal que o Paulo disse que não ia mais). O sol estava interessante, a água é que é pouca. Tem-se que andar bastante até termos uma altura decente e tem bastantes rochas. De tarde fizemos a “ronda” pelos supermercados para levarmos coisas que não se encontram em Iringa.
Estavam a ser umas férias mornas uma vez que ainda não tínhamos tido um dia completo de sol.
Na sexta-feira bem cedinho, 6.30h, fomos até ao aeroporto levar o pessoal que ia de regresso para o frio. Partiram felizes pois, apesar de o tempo cá passado ter sido bastante curto (10 dias) sempre deu para matar um bocadinho as saudades e ver “in loco” a realidade tanzaniana onde o P. Casimiro trabalha.
Às 10h decidimos ir outra vez para Kigamboni.
Desta vez, esteve um verdadeiro dia de praia e pudemos disfrutar das maravilhas da natureza que a Tanzânia tem para nos oferecer. Inclusivé deu para almoçar na praia.
Feitas as escolhas para o almoço, foi tempo de nos deliciarmo-nos no Indico. Podem ver pela foto como a água é mais do que suficiente. Não é preciso andar quilómetros para podermos mergulhar e nadar à vontade. E não se perde o pé facilmente. E até tem algumas ondas! Tem algumas algas, coisa pouca, e a temperatura é excelente!
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Há uma hora, em ponto, vieram dizer-nos que o almoço estava pronto e se queríamos que fosse servido na praia. Como o tempo estava bastante agradável dissemos que sim.

O P. Casimiro e o Paulo tinham pedido camarões mas desta vez eu pedi pizza Hawaiana. A fruta que lá vinha resumia-se a ananás e cebola, e tinha também uns bocadinhos de peixe (que mais parece carne, muito bom). O prato deles consiste em camarão grelhado com salada, vem acompanhado de batata frita e pedimos também pão de alho. Os preços são bastante convidativos. Claro que para o tanzaniano comum é um pouco caro, mas para nós até nem são maus. Por exemplo, o prato de camarões grelhados são 6000tsh (à volta dos 5€), cada um dos pães (que é do tamanho de um crepe) custa 1000ths (menos de 1€) e a minha pizza foi 3500ths (perto de 3€). Claro que, como em todos os sítios, o mais caro são as bebidas. Se for um sumo natural (o de maracujá é excelente) são 1000ths, as sodas saem a 700ths (mais/menos 0.50€) e a cerveja nacional (que até é bastante agradável, e é meio litro) custa 1200ths.
Aquela moleza boa que dá depois de um bom almoço aliada ao tempo excelente que se fazia sentir e ajudada pela sombra das palmeiras ajudou ao descanso da tarde, enquanto não eram horas de ir ao banho outra vez. Eu aproveitei para tirar umas fotos ao sítio.
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Entretanto o Paulo já tinha feito amizade com o pessoal dali e tinha descoberto que um dos empregados era de Pawaga e tinha sido baptizado pelo P. Crema, e outro tinha sido baptizado pelo P. Franco, que também tinha ajudado alguém da família nos estudos.
Fomos outra vez ao banho e dava para notar que tanto eu como o Casimiro tínhamos apanhado uma “corzita”. Eu foi quase por todo o lado, o P. Casimiro foi mais nos joelhos.. A culpa foi do mar, estava sempre a ir à água… não dava tempo para por creme :-).
Escusado será dizer que nessa noite foi um bocadinho mais chato adormecer, por causa do “calor” que sentia.
Antes de virmos embora ainda vimos camelos. Lá no resort podemos inscrever-nos para andar de camelo, cavalo e até de burro!
No sábado o P. Casimiro regressou a Sanza e nós fomos para… o sítio do costume. Desta vez com o Carlo, um rapaz italiano que esteve na Tanzânia a passar umas semanas, a ajudar no seminário de Morogoro, e agora vinha para Dar enquanto o dia do voo de regresso não chegava. Eu já o conhecia, de quando tinha estado em Itália em 2001
Estávamos meio desconfiados do tempo, não estava muito calor e viam-se algumas nuvens um pouco escuras ao longe. A verdade é que choveu mesmo, o que não foi impedimento para que as crianças que lá estavam se divertissem na mesma.
Mas depois que a chuva passou… O dia esteve mais uma vez excelente.
À vinda embora o Carlo tirou-nos uma foto e podem ver a cor que “ganhei”
Sim, sim, eu sei! Estava ligeiramente queimada. Mas na semana seguinte tinha uma cor muito decente e bonita (ou como disse o P. Daniel quando me viu: uma cor de rica :-)).
Como a missa dominical na Procura é ao sábado ao fim da tarde, no domingo de manhã estávamos livres para, mais uma vez irmos dar uma volta.
Levamos o Carlo até ao mercado de artesanato e descobrimos um sítio novo também onde se podem arranjar bastantes pinturas. Como nos disse um dos vendedores, o que está a dar agora é a arte Masai. Vejam algumas amostras.
Durante essa semana, regressaram de férias mais dois missionários.
O P. Lumetti, 85 anos de idade e mais de 60 de África; que trabalha em Makambako, junto com o P. Manel.
O P. Giorda, 77 anos de idade, mais de 50 de África; que trabalha em Tosamanganga.
Chegou também o P. Marini, ecónomo geral do Instituto.
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Enquanto uns regressavam de férias, havia também quem estivesse de férias aqui na Tanzânia.
O P. Lucio, italiano, veio cá passar uns dias com uns amigos. Foi ele que começou o projecto da Faraja House, antes de o P. Franco ir para lá. Vejam-no aqui ao lado do P. Giullio, todo sorridente (o P. Lucio é o do chapéu.)
Depois destas mini-férias, na segunda-feira, dia 6 regressamos a casa.
Apesar de a escola primária já ter terminado, os miúdos (alguns) ainda iam para a escola.
O motivo era trabalhar os campos da escola e dos professores, para preparar as colheitas.
É costume por aqui assim acontecer. Desde a escola primária, até à secundária, parte do trabalho dos alunos é no campo. Na maior parte das escolas secundárias (que são internas) esta é a única maneira de os alunos terem alimentação ao longo do ano.
Por aqui, na escola técnica, preparava-se o próximo ano. Entre o dia 8 e o dia 10 realizaram-se os exames de admissão e as respectivas entrevistas.
Este ano entram 6 rapazes da Faraja que terminaram a Darasa La Saba.
As chuvas também parece que chegaram com força. Em Iringa e em outras missões tem chovido bastante, mas aqui em Mgongo ainda não é suficiente. Mas apesar de não ser muita, já é o bastante para que certos bichinhos menos agradáveis apareçam. Como por exemplo cobras e escorpiões. É por esta altura que eles são mais frequentes e é preciso ter-se um certo cuidado. Nós andamos sempre com botas ou sapatilhas, mas os miúdos ou andam de chinelos ou então, o que é mais comum, descalços.
Por acaso não foi nenhum dos rapazes que encontrou o espécimen que está ao lado, mas sim o Paulo. Teve o bom senso de, quando sentiu algo estranho a puxar a meia, não fazer nenhum movimento brusco ou podia ter sido picado. Eu sei que são perigosos, mas até são uns bichinhos interessantes, não acham?
E assim se passou a primeira quinzena de Dezembro.
Esperamos que tenham gostado das fotos!
Beijinhos e abraços para todos
Teresa e Paulo
LMC
Tanzânia